O universo segundo a mitologia nórdica
Na mitologia nórdica , se acreditava que a terra era formada por um
enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se
situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um
enorme arco-íris (a ponte de Bifrost). Os
gigantes viviam em um domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos
Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Helheim, que era
governada pela deusa Hela. Este era a moradia eventual
da maioria dos mortos. Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso
de Musphelhein, repouso
dos gigantes do fogo. Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso
dos elfos luminosos (Ljósálfar), Svartalfheim, repouso
dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas
dos anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo
dos homens (veja também a Terra
Média).
Os mundos da mitologia nórdica
Não há uma clara definição sobre quais seriam os mundos da mitologia
nórdica, pois muitos se sobrepõem e vários nomes são utilizados, designando,
normalmente, o mesmo lugar. Diferentemente de outras culturas mitológicas, na nórdica
não há uma clara definição sobre os lugares que, às vezes, são separados por
mares ou oceanos, não constituindo mundos separados na acepção da
palavra. Deste modo, podemos verificar a existência de nove mundos[12], conhecidos
como os Nove Mundos da Mitologia Nórdica, que podem ser considerados os
principais:
- Godheim ( Asgard, Ásgarðr), mundo do Æsir
- Mannheim (Midgard, Miðgarðr), mundo dos homens e trolls
- Jotunheim (Utgard,Jötunheimr), mundo dos gigantes e gigantes de gelo (ambos Jotuns)
- Vanaheim (Vanaheimr), mundo dos Vanir
- Alfheim (Álflheimr), mundo do elfos claros
- Musphelhein , mundo dos gigantes de fogo
- Svartalfheim (Nidavellir), mundo dos elfos negros ( svartálfar ) e dos anões
- Helheim , mundo dos mortos
- Niflheim , mundo do gelo eterno
Seres sobrenaturais
Os deuses nórdicos eram mortais, e somente pelas maçãs de Iðunn podiam
esperar viver até o Ragnarök. Imagen por J. Penrose, 1890.
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Temas da mitologia nórdica
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Arvak y Alsvid, Auðumbla, Bloðughofi, Eikþyrnir, Fenrisulfr, Garm, Geri e Freki, Grani, Gullinbursti, Gullinkambi, Gulltopp, Hati, Heiðrun, Hildisvíni, Hofvarpnir, Homem lobo, Hræsvelgr, Hrímfaxi, Hugin y Munin, Jörmundgander, Lindorm, Mánagarmr, Níðhöggr, Ratatosk, Skinfaxi, Skoll, Sleipnir, Svadilfari, Sæhrímnir, Tanngrisnir y Tanngnjóstr, Veðrfölnir
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Lugares
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Alfheim, Asgard, Bifröst, Bilskirnir, Breidablik, Élivágar, Eliudnir, Fensalir, Fólkvangr, Gimlé, Ginnungagap, Gjallar Bridge, Gladsheim, Glitnir, Gnipahellir, Himinbjörg, Hindarfjall, Hörgr, Körmt y Örmt, Idavoll, Jötunheimr, Ironwood, Hlidskialf, Midgard, Muspelheim, Mirkwood, Náströnd, Niflheim, Noatun, Sessrúmnir, Slidr River, Thrymheim, Utgard, Valhalla, Vanaheim, Hvergelmir, Vigrid, Vimur, Vingólf, Ýdalir, Yggdrasil
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Artefactos
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Os clãs de deuses
A distinção entre o Æsir e o Vanir é relativa, pois na mitologia os dois
finalmente fizeram a paz após uma guerra prolongada, ganha pelos Æsir. Entre os
embates houve diversas trocas de reféns, casamentos entre os clãs e períodos
onde os dois clãs reinavam conjuntamente. Alguns deuses pertencem a ambos os
clãs. Alguns estudiosos especulam que esta divisão simboliza a maneira como os
deuses das tribos invasoras indo-européias suplantaram as divindades naturais
antigas dos povos aborígenes, embora seja importante notar que esta afirmação é
apenas uma conjectura. Outras autoridades (compare Mircea Eliade e J.P.
Mallory) consideram a divisão entre Æsir/Vanir simplesmente a expressão dos
nórdicos acerca da divisão comum Indo-Européia acerca das divindades, paralela
aos deuses Olímpicos e os Titãs da
mitologia grega, e algumas partes do Maabarata.
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