segunda-feira, 7 de maio de 2018

Asgard


Alvis




Alvis
Alvíss
conhecedor de tudo
Clã

Alvis ou Alvíss é um anão mitológico, conhecedor de tudo. Na mitologia nórdica, na ausência do deus Thor, ficou noivo de sua filha,Thrud. No Alvíssmál (A balada de Alvis),[1] da Edda poética, conta-se como este anão por fim é enganado por Thor numa disputa de charadas, e, ao amanhecer, à luz do dia, Thor mata o anão, petrificando-o.[2]


Andvari

Na mitologia nórdica, Andvari (nórdico antigo: o cauteloso)[1] era um anão que vivia sob uma cascata e tinha o poder de se transformar em um salmão. Possuía um anel mágico, Andvarinaut, que tinha a faculdade de atrair outros metais preciosos e ajudava seu dono a encontrar mais ouro.

O anão Alberich, líder dos Nibelungos e guardião do "tesouro do Reno" na ópera Der Ring des Nibelungen, de Richard Wagner, foi criado com base tanto em Andvari como no feiticeiro Alberich do Nibelungenlied.[2]

A lenda de Andvarinaut


Quando Odin, Loki e Thor caminhavam por Midgard, Loki, devido a sua maldade, mata uma lontra que nadava no rio e pega sua pele. Mais tarde eles descobrem que se tratava de Otaro, irmão de Fafnir e filho do rei dos anões, Hreidmar. Hreidmar exige a morte de Loki pelo assassinato de seu filho. Odin, para salvar Loki, faz um acordo com Hreidmar no qual eles pagariam uma peça de ouro por cada fio de cabelo da pele de Otaro. Hreidmar aceita e fica com Odin e Thor como reféns até que Loki cumpra o acordo.

O único tesouro que possuía todo esse ouro pertencia a Andvari. Usando uma rede fornecida por Ran, Loki captura Andvari na sua forma de salmão e exige o seu tesouro e Andvarinaut em troca da sua liberdade. Andvari é obrigado a dar a Loki o seu tesouro, mas amaldiçoa o anel de modo a que destruísse qualquer ser que o usasse. Sábio, Loki não toca no anel e oferece-o a Hreidmar junto com o resto do tesouro, desencadeando uma série de eventos trágicos.

Depois da morte de Sigurdo e Brunilda, Gunnar esconde o tesouro numa caverna para protege-lo de seus inimigos. Anos mais tarde, Andvari descobre a caverna e recupera o seu tesouro, mas Andvarinaut estava perdido para sempre.

Regin



Regin por Arthur Rackham.

Na Saga dos Volsungos, Regin é uma personagem da mitologia nórdica, filho de Hreiðmarr e tutor de Sigurd, sendo dotado de extrema inteligência e destreza, ao ponto de ter construído uma casa de ouro e gemas para seu pai. Regin e seu irmão, Fafnir, mataram Hreidmar a fim de obter o ouro amaldiçoado que este recebeu dos deuses após Loki ter matado seu filho, Otaro. Fafnir, no entanto, transformou-se num dragão por ter desejado todo o ouro para si, expulsando seu irmão e obrigando Regin a viver no exílio, entre os homens. Regin, por sua vez, ensinou aos homens a plantar, a metalurgia, a navegar a velas, a domar cavalos e mulas, a construir casas, a tecer e costurar. Assim foi que Regin se tornou tutor de Sigurd e eventualmente o enviou para recuperar o tesouro.

Regin forjou uma maravilhosa espada para Sigurd, mas esta rapidamente se quebrou. Sigurd então encontrou a espada de seu pai (Sigmund), chamada Gram, e pediu para Mímir que a consertasse para matar Fafnir. Após banhar-se no sangue do dragão, Sigurd adquiriu invulnerabilidade e a capacidade de falar com as aves – uma das habilidades de Fafnir – e foi por meio delas que descobriu que seu antigo tutor, Regin, planejava agora matá-lo para obter o tesouro amaldiçoado.

A Thidrekssaga relata uma história um pouco diferente, na qual Regin é o dragão e Mímir como seu irmão e tutor de Sigurd.

Regin e Dvergr


Na edda poética (Völuspá 12), o Dvergatal lista Regin como um dvergr (anão nórdico). Entre os contos heróicos que nela constam (Reginsmál, aka Sigurðarkviða Fáfnisbana Önnur), é dito:

"Regin filho de Hreiðmarr .. era o mais habilidoso dos homens, e um dvergr em estatura. Ele era sábio, cruel e versado em magia."

Há que se notar que o "anão nórdico" das lendas não necessariamente é menor em estatura que o ser humano médio, podendo ser maior, de acordo com alguns poemas, como no Álvissmál, ou da mesma altura, como nalguns desenhos feitos no período viquingue.

Alberich



Alberich, por Arthur Rackham.

Alberich é uma personagem mitológica pertencente às sagas épicas francas, criadas durante a dinastia merovíngia, entre os séculos V e VIII. Seu nome significa rei dos elfos (elbe "elfos" reix "rei"). Era também tido como rei dos anões.[1]

No Nibelungenlied, um poema épico em alto alemão escrito durante o século XIII, Alberich é um anão e um poderoso mago, guardião do tesouro dos nibelungos, mas é vencido por Sigurd. Possuía um castelo subterrâneo, entre rochas, rodeado por pedras e metais preciosos. Possuía uma espada chamada Balmung e uma capa que o tornava invisível, a Tarnkappe, chamada de cape folette em francês antigo. Segunto este poema, Freyja recebeu de Alberich o colar Brisingamen junto com Draupnir, o anel de Odin e a espada mágica Tyrfing.

Na ópera O anel do nibelungo, de Richard Wagner, Alberich é um anão e líder dos nibelungos, guardião do "tesouro do Reno". Wagner criou sua personagem fazendo um amálgama do Alberich descrito no Nibelungenlied com a personagem Andvari, da mitologia nórdica.[2]

Fenrir





Fenrir
Odin and Fenris (1909) por Dorothy Hardy
Fenris
lobo
Pais
Irmãos
Filhos

Na mitologia nórdica, Fenrir (em nórdico antigo: "morador do poço"),[1] Fenrisulfr (em nórdico antigo: "lobo Fenris"),[2] Hróðvitnir (em nórdico antigo: "lobo da fama"),[3] ou Vánagandr (em nórdico antigo: "o monstro do rio Ván")[4] é um lobo monstruoso. Fenrir é atestada na Edda em verso, compilada no século XIII a partir de fontes tradicionais anteriores, e a Edda em prosa e na Heimskringla, escritas no século XIII por Snorri Sturluson. Em ambas a Edda em verso e a Edda em prosa, Fenrir é o pai do lobos Skoll e Hati, é um filho de Loki, e é pressagiado para matar o deus Odin durante os eventos de Ragnarök, mas por sua vez, ser morto pelo filho de Odin Víðarr.

Na Edda em prosa, informações adicionais são dadas sobre Fenrir, incluindo que, devido ao conhecimento dos deuses de profecias predizendo grandes problemas com Fenrir e seu rápido crescimento, os deuses o prendiam, e como resultado Fenrir arrancou a mão direita do deus Týr. Representações de Fenrir foram identificadas em vários objetos, e as teorias acadêmicas têm sido propostas a respeito da relação de Fenrir a outros seres caninos na mitologia nórdica. Fenrir tem sido objeto de descrições artísticas, e ele aparece na literatura.

Edda em verso



"Fenrir and Odin" (1895) por Lorenz Frølich.


Uma ilustração de Víðarr apunhalando Fenris enquanto segurava suas mandíbulas. (1908) por W. G. Collingwood, inspirado pelo Gosforth Cross.

Fenrir é mencionado em três estrofes do poema Völuspá, e em duas estrofes do poema Vafþrúðnismál. Na estrofe 40 do poema Völuspá, uma völva divulga para Odin que, no leste, uma velha mulher sentou na floresta Járnviðr, e pariu lá a ninhada de Fenris. "Virá um, em meio de todos eles, um apanhador da lua em pele de troll."[5] Mais à frente no poema, a völva prediz que Odin seria consumido por Fenris no Ragnarok:

Então é completo

o pesar de Hlín,

quando Óðinn vai

à lutar com o lobo,


resplandecer contra Surtr.

Então deverá,

o amigo de Frigg cair.

Na strofe que segue, a völva descreve que "uma criança alta da Prógenie Triunfante" de Odin (o filho de Odin, Vidar) virá então para "lutar com a besta da carnificina," e que com suas mãos, ele enfincará uma espada no filho de "Hveðrungr," vingando a morte de seu pai.[6]

Nas primeiras duas estrofes mencionando Fenrir em Vafþrúðnismál, Odin pôsa uma questão à sábia jötunn Vafþrúðnir:

"Muito eu tenho viajado, muito eu tenho tentado,

muito eu tenho testado os Poderes;

de onde um sol tem entrado no céu amaciado

quando Fenris assaltará este aqui?"

Na estrofe que se segue, Vafþrúðnir responde que Sól (aqui referido como Álfröðull, referindo-se ao Sol),carregará uma filha antes que Fenrir a ataque, e que essa filha continuará os caminhos de sua falecida mãe pelos céus.[7]

Prose Edda



"Loki's Brood" (1905) por Emil Doepler.


"Loki's Children" (1906) por Lorenz Frølich.


"Týr and Fenrir" (1911) por John Bauer.

Na Prose Edda, Fenrir é mencionado em três livros: Gylfaginning, Skáldskaparmál and Háttatal.

Gylfaginning capítulos 13 e 25


No capítulo 13 do livro da Prose Edda, Gylfaginning, Fenrir é primeiro mencionado na estrofe indicada de Völuspá.[8] Fenrir é primeiramente mencionado na prosa no capítulo 25, onde a figura entronada de High conta a Gangleri (descrito como o rei Gylfi disfarçado) sobre o deus Týr. High diz que um exemplo da bravura de Týr's é que quando o Æsir estrava atraindo Fenrir (referido aqui como Fenrisúlfr) para colocar os grilhões Gleipnir no lobo. Fenrir não confiou que eles iriam deixá-lo ir até que o Æsir colocasse sua mão em sua boca como garantia. Como resultado, quando o Æsir recusou em libertá-lo, ele arrancou fora a mão de Tyr num lugar agora chamado "wolf-joint" ou "Articulação do Lobo" (referindo-se ao encaixe da mordida), fazendo Týr ficar maneta, algo "não considerado como sendo um apaziguador de assuntos e coisas entre pessoas e povos."[9]

Gylfaginning capítulo 34


No capítulo 34, High descreve Loki, e diz que o deus teve 3 filhos com uma fêmea jötunn chamada Angrboða, localizado na terra de Jötunheimr; Fenrisúlfr, a serpente Jörmungandr, e uma fêmea Hel. High continua, que assim que os deuses soubessem que essas três crianças estariam sendo trazidas para Jötunheimr, e que quando os deus "traçassem profecias que desses irmãos, grandes infortúnios e desgraças originariam-se para eles" eles esperaram grandes problemas vindo delas, parcialmente devido a natureza da mãe das crianças. Ainda pior, devido à natureza de seu pai.[10]

High diz que Odin enviou os deuses para coletarem as crianças e trazê-las a ele. Assim que chegaram, Odin jogou Jörmungandr em "aquele mar profundo que cobre todas as terras", e então jogou Hel em Niflheim, e deu a ela a autoridade sobre os Nove Mundos. No entanto, o Æsir olhou para o lobo e pensou na profecia e ficou com medo do "lobo à sua porta", e só Týr teve coragem de se aproximar de Fenrir e dar-lhe comida. Os deuses notaram que Fenrir estava crescendo rapidamente todo dia, e desde quetodas as profecias predizeram que Fenrir estava destinado a causá-los dano, os deuses formaram um plano. Os deuses prepararam três grilhões: O primeiro, altamente forte, foi chamado de Leyding. Eles trouxeram Leyding a Fenrir e sugeriram que o lobo testasse sua força com ela. Fenrir julgou que ela não estava além de sua força, e então deixou que os deuses fizessem o que quisessem com ela. No primeiro chute de Fenris a corrente estraçalhou, e Fenrir se soltou de Leyding. Os deuses fizeram um segundo grilhão, duas vezes mais forte, e o chamaram de Dromi. Eles pediram a Fenrir que testasse o novo grilhão, e que se ele quebrasse essa nova forma de engenharia, Fenrir alcançaria grande fama pela sua força. Fenrir considerou que o grilhão era muito forte, porém que sua força também havia aumentado desde que ele quebrou Leyding, e ainda que ele haveria de tomar alguns riscos se fosse para ficar famoso. Fenrir permitiu que eles colocassem o grilhão.[11]

Quando os Æsir se afastaram e exclamaram que eles estavam prontos, Fenrir se chacoalhou e quebrou o grilhão jogando-o no chão, se esforçando, e chutando-o com os pés – quebrando-a em pedaços que voaram a distância. High diz que, como resultado de "libertar-se de Leyding" ou "estraçalhar Dromi" vem os ditos de quando alguma façanha é adquirida devido a tamanho esforço. Os Æsir começaram a temer que eles não conseguiriam acorrentar Fenris, e então Odin enviou o mensageiro de Freyr, Skírnir à terra de Svartálfaheimr para "alguns anões" e os fizeram fazer um grilhão chamado Gleipnir. Os anões construíram Gleipnir de seis míticos ingredientes. Depois de uma troca entre Gangleri e High, High continua dizendo que o grilhão era liso e macio, como uma fita de seda, ainda assim, forte e firme. Os mensageiros então trouxeram o grilhão aos Æsir, e eles agradeceram-no cordialmente por completar a tarefa.[12]

Os Æsir foram então para o lago Amsvartnir (Nórdico Antigo "Preto breu"[13]), pediu a Fenrir para acompanhá-los, e continuaram para a ilha Lyngvi (Nórdico Antigo "um lugar coberto por urze"[14]). os deuses então mostraram a Fenrir o grilhão sedoso Gleipnir, e disseram a ele para rasgá-lo, dizendo que era muito mais forte do que aparentava, passaram entre si, usaram suas mãos para puxá-lo, e mesmo assim ele não se rasgou. No entanto, eles disseram que Fenris seria capaz de despedaçá-lo, ao qual Fenrir replicou:


"The Binding of Fenrir" (1908) por George Wright.

"Aparenta para mim, que com essa faixa contudo, eu não ganharei nenhuma fama se despedaçar tão delgada atadura, mas se é feita com arte e astúcia, aí mesmo que aparente fina, essa faixa não irá em minhas pernas."[12]

Os Æsir disseram que Fenrir iria rapidamente rasgar a fina tira de seda, notando que o grande lobo antes, teria quebrado grandes pulseiras de ferro, e adicionaram que se Fenris não fosse hábil de quebrar a fina Gleipnir então Fenrir não era nada para os deuses temerem, e como resultado disso, seria libertado. Fenrir respondeu:

"Se vocês me prenderem de forma que eu não consiga me soltar, então vocês estariam em uma situação em que eu haveria de esperar um longo tempo antes de conseguir alguma ajuda de vocês. Eu estou relutante de ter essa faixa em mim. Mas antes de questionarem minha coragem, deixe alguém por sua mão em minha boca como uma forma de garantia de que isso é feito de boa fé."[15]

Com esse atestado, todos os Æsir olharam um para o outro, vendo a si mesmos em um dilema. Todos recusaram pôr as suas mãos na boca de Fenrir, até Týr aparecer colocando sua mão direita entre as mandíbulas do lobo. Quando Fenrir puxou, Gleipnir agarrou-lhe firme, e quanto mais Fenrir se debatia, mais forte a atadura se tornava. Vendo isso, todos riram, exceto Týr, que ali perdeu sua mão direita. Quando os deuses souberam que Fenris estava completamente preso, eles pegaram uma coleira chamada Gelgja (do Nórdico Antigo "grilhão"[16]) pendendo de Gleipnir, inseriram a fina corda por entre uma grande rocha chata chamada Gjöll (Nórdico Antigo "Grito"[17]), e os deuses asseguraram a rocha chata fundo no chão. Depois, os deuses pegaram outra grande rocha chamada Thviti (Nórdico Antigo para "batedor"[18]), e confiaram-na ainda mais fundo no chão como uma âncora cavilhada. Fenrir reagiu violentamente; ele abriu suas mandíbulas até o máximo, e tentou mutilar os deuses com suas mandíbulas. Os deuses firmaram "uma certa espada" na boca de Fenris, a bainha da espada em suas gengivas inferiores e a ponta em suas superiores. Fenrir uivou horrivelmente" e saliva correu de sua boca, e essa saliva formou o rio Ván (Nórdico Antigo "esperança"[19]). Ali Fenrir ficará até o Ragnarök. Gangleri comenta que Loki criou uma "família muito terrível" contudo importante, e pergunta por que os Æsir simplesmente não mataram Fenrir lá mesmo já que esperavam grande mal a si vindo dele. High replica que "tão fortemente os deuses respeitavam os seus holy places e lugares de santuário que eles não queriam definhá-los com o sangue do lobo, mesmo as profecias dizendo que ele seria a morte de Odin."[20]


"Odin and Fenriswolf, Freyr and Surt" (1905) por Emil Doepler.

Gylfaginning capítulos 38 e 51


No capítulo 38, High diz que há Einherjar em Valhalla, e muitos mais que iriam chegar, e ainda assim, que eles "seriam muito poucos quando o lobo viesse."[21] No capítulo 51, High prediz que como parte dos eventos do Ragnarök, depois do filho de Fenris Sköll ter engolido Sól (Sol) e seu outro filho Hati Hróðvitnisson ter engolido Mani (Lua), as estrelas desaparecerão dos céus, a terra chacoalhará violentamente, árvores serão arrancadas, montanhas desmoronarão, e todas as correntes despedaçarão – Fenrisúlfr então será liberto. Fenrisúlfr disparará à frente com sua boca completamente aberta, sua mandíbula superior tocando os céus e sua mandíbula inferior a terra, e chamas ascenderão e queimarão de seus olhos e narinas.[22] Depois, Fenrisúlfr chegará ao campo de batalha Vígríðr com seu irmão, a serpente de Midgard Jörmungandr. Com suas forças combinadas, uma imensa batalha tomará vez. Durante isso, Odin cavalgará para enfrentar Fenrisúlfr. Durante a batalha, Fenrisúlfr irá por fim, engolir Odin, matando-o, e seu filho Víðarr avançará e colocará um pé na mandíbula inferior do lobo. Essa pegada carregará uma marca lendária "pois o material teria sido coletado durante todos os tempos." Com uma mão, Víðarr segurará a mandíbula superior do lobo e rasgará a sua boca com a outra, matando Fenrisúlfr.[23] High continua a descrição dessa prosa citando várias notas de Völuspá. Em adição, algumas das quais citam Fenris.[24]


"Fenrir" (1874) por A. Fleming.

Skáldskaparmál e Háttatal

Na seção Epílogo do livro Prose Edda Skáldskaparmál, um eufêmero monólogo equipara Fenrisúlfr a Pyrrhus, numa tentativa de racionalizar "ele matou Odin, e Pyrrhus poderia-se dizer ser um lobo de acordo com a crença deles, pois ele não prestava nenhum respeito por lugares de santuário quando ele matou o rei no templo na frente do altar de Thor."[25] No capítulo 2, "Inimigo do Lobo" é citado como uma kenning por Odin assim como é usado no século X pelo skald Egill Skallagrímsson.[26] No capítulo 9, "Alimentador do Lobo" é dado como um kenning para Týr e, no capítulo 11, "Matador de Fenrisúlfr" é apresentado como um kenning para Víðarr.[27] No capítulo 50, uma seção de Ragnarsdrápa pelo skald do século IX Bragi Boddason, há uma citação que se refere Hel, como "A Irmã do Monstruoso Lobo."[28] No capítulo 75, os nomes wargs e lobos são listados, incluindo ambos "Hróðvitnir" e "Fenrir."[29] "Fenrir" aparece duas vezes em versos como um pronome comum para um "lobo" ou "warg", no capítulo 58 de Skáldskaparmál, e no capítulo 56 do livro Háttatal.[30] Adicionalmente, o nome "Fenrir" pode ser visto entre uma lista de jötnar no capítulo 55 de Skáldskaparmál

sábado, 5 de maio de 2018

Asgard o livro


Hela




Hela
Hela (1889) por Johannes Gehrts
Hel deusa dos mortos
Reino
Clã
Pais
Irmãos

Na mitologia nórdica, Hela (Hel ou Hell[1]) é a deusa do Reino dos Mortos, igualmente designado por Hel.[2] É filha de Loki e da gigante Angurboda, irmã mais nova de Fenrir e da serpente Jörmungandr, do oceano que circunda Midgard.

Hel foi banida por Odin para o mundo inferior que recebeu seu nome, Helheim, que fica nas profundezas de Niflheim. Helheim fica às margens do Rio Nastronol, que equivale ao Rio Aqueronte da mitologia grega. Lá, recebeu o poder de dominar nove mundos ou regiões, onde distribui aqueles que lhe são enviados, isto é, aqueles que morrem por velhice ou doença.

Como agradecimento por fazê-la governante do mundo inferior, Hela deu a Odin os seus dois corvos Hugin e Munin , que são os mensageiros entre Asgard e os outros reinos.

Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação, sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. O reino de Hela era guardado pelo cão Garm.

Hela podia ser facilmente reconhecida, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrível em decomposição.

A personalidade da deusa Hel difere das dos deuses do mundo inferior das demais mitologias: Ela não é boa e nem má, simplesmente justa. Quando os espíritos dos bondosos, dos doentes e dos idosos eram trazidos à sua presença, ela cuidava deles e lhes dava conforto. Mas àqueles a quem ela julgava como maus, impiedosamente os arremessava nas profundezas geladas de Niflheim.

De acordo com as lendas, Hela não podia ser derrotada em seu mundo e nenhum deus se dispunha a enfrentá-la em seus domínios, nem mesmo Odin ou Thor.

Não há nenhuma passagem ou relato que diz que a deusa, alguma vez, deixou os seus domínios mesmo que por um instante (como Hades, por exemplo, que saiu do submundo para sequestrar Perséfone).

De acordo com as lendas, Hela também não teve participação no Ragnarök - fim do mundo da mitologia nórdica, preferindo ficar em seus domínios e não tomar partido nenhum.

O termo inglês Hell (Inferno em português) origina-se do nome desta deusa.







Skuld (norna)


Skuld ou Skald é a deusa do futuro. Profecias e adivinhações estão relacionadas a ela. Skuld detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino.

Aegir




Aegir
Ægir deus dos mares
Clã
Cônjuge
Filhos
As nove filhas: Ondas do mar

Na mitologia nórdica, Aegir (em nórdico antigo Ægir, ou "mar"[1]) é o deus dos mares e oceanos.[2] Algumas interpretações indicam-no como um deus Vanir do panteão nórdico, outras como um gigante (jotun).


Aegir e as suas nove filhas

Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que Aegir aparecia de vez em quando na superfície para tomar a carga, homens e navios com ele para seu salão no fundo do oceano. Por isso eram feitos sacrifícios para apaziguá-los, muitas vezes sendo sacrificados prisioneiros antes de se começar a velejar. Aegir também é conhecido pelo entretenimento generoso que ele providenciava aos outros deuses.[3]

Sua esposa era a deusa Ran[4] com quem ele teve nove filhas[5] (as donzelas das ondas), que vestiam mantos e véus brancos.

Tinha dois servidores fiéis: Eldir e Fimafeng. Fimafeng foi morto pelo deus Loki durante um banquete realizado pelos deuses no salão submarino de Aegir próximo da ilha de Hler.[6]

Há intérpretes da mitologia nórdica ainda que afirmam que Aegir não é um deus, nem Aesir e nem Vanir, mas sim um gigante amistoso aos deuses, como sua esposa Ran e suas filhas, as Wave Nikr. Ele está mais associado à regência das viagens marítimas e coisas mundanas, do que à essência do mar, do oceano e do princípio da água, pois estes já são regidos por uma divindade vanir, conhecido como Njord. Sendo assim Aegir ou Ægir seria o comandante das criaturas aquáticas e dos Jotun marinhos, os chamados Fjortun, sendo ele quem prepara o Hidromel dos Aesir.





Baugi




Baugi
Reino
Clã
Pais
Irmãos

Baugi segundo a Mitologia nórdica, era um gigante, irmão de Suttung, filho de Gilling.[1]

Na montanha Hnitbjörg, perfura a rocha pela qual Odin entra para roubar o Óðrerir, que continha o hidromel da poesia.

A existência de Baugi é comprovada na Edda poética, no Skáldskaparmál, capítulo

Na mitologia nórdica, Bergelmer era um gigante, pai de todos os novos gigantes nevados. Ele e a sua esposa foram os únicos sobreviventes da inundação do sangue de Imer. Era filho de Trudelmer, que era filho de Imer.



Na mitologia nórdica, Bestla era uma antiga jotun (mulher gigante), filha de Bolthorn e irmã de Mímir. Ela se casou com Borr, filho de Búri, nascido do leite da vaca Audumla. Era a mãe de Odin, de e de Vili.



Bolthorn




Bolthorn
Clã
Pais
Filhos
Netos

Bolthorn segundo a Mitologia nórdica, foi um gigante, pai de Bestla. Era também descendente de Imer, e, portanto, o avô materno de Odin, Vili e . Segundo o Hávámál (um dos poemas da Edda poética) é também o pai de um gigante sem nome (talvez Mímir)[1], que ensinou Odin nove fórmulas mágicas ou encantamentos[2] (galdr).

Ascendência de Odin


Os ancestrais de Odin[3]:

Bolthorn
Odin

Bolthorn
Odin






Geirröd




Geirröd
Reino
Clã
Filhos

Geirröd, segundo a mitologia nórdica, é um gigante, pai das gigantes Gjálp e Greip.[1]

Segundo o poema Þórsdrápa também preservado no Skáldskaparmál da Edda em prosa, um dia em quanto Loki voava em forma de gavião, foi aprisionado por Geirröd. Para ser libertado, o gigante impôs que Loki o ajudasse a atrair até ao seu castelo o seu inimigo Thor. Loki acordou e enquanto se dirigia para o castelo com Thor, pararam em casa da gigante Gríðr.[2]

Gríðr ajuda Thor,[3][1] prevenindo-o de que o gigante é traiçoeiro e dando-lhe uns presentes mágicos que lhe salvam a vida: uma vara mágica (gríðarvölr), umas luvas de ferro (járngreipr)[3][1] e um cinto de força (megingjord).[3]

O gigante e as suas duas filhas, são mortos por Thor.[4]





Gerda




Gerda
Ilustração de Skírnir a transmitir a mensagem a Gerda
Gerd deusa da fertilidade e do sexo
Reino
Clã
Cônjuge
Pais
Irmãos
Filhos

Gerda ou Gerd (Gerðr) é uma gigante e uma deusa da mitologia nórdica muito inteligente e muito bela.[1] É filha de Gymir e Aurboða e casada com o deus Frei com quem tem um filho, Fliolmo.[2][3] É irmã de Beli, morto por Frei.[4]

Segundo os relatos nas Eddas, Freyr, vê ao longe a gigante Gerda, por quem logo se apaixona. O deus envia o seu servo Skírnir em seu nome à conquista de Gerda, até Jötunheimr. Esta sempre recusa as propostas de Skírnir, mas este ameaça lançar-lhe um feitiço, fazendo com que Gerd aceite casar com Freyr.[4]



Gilling




Gilling
Reino
Clã
Filhos

Gilling segundo a mitologia nórdica era um gigante, pai de Suttung. Gilling foi, juntamente com a sua esposa, assassinado pelos irmãos anões Fjalar e Galar. Por vingança, Suttung prendeu os anões dentro de uma rocha, para se afogarem. No entanto, propôs como condição para que se salvassem a entrega o hidromel da poesia.[1]





Gjálp e Greip
Reino
Clã
Pais

Gjálp e Greip segundo a Mitologia nórdica, são duas gigantes, filhas de Geirröd.[1]

Foram mortas juntamente com o pai Geirröd por Thor.[2]





Gunnlod




Gunnlod
Reino
Clã
Pais
Filhos
Bragi (?)

Gunnlod (de Gunnlöð, "Gunnr" = batalha, "Löd" = convite) segundo a mitologia nórdica, era uma gigante, filha de Suttung. É a provável mãe de Bragi, embora existam versões de que seja Freya ou Frigg. Era a guardiã da montanha Hnitbjörg e do Óðrerir, onde se guardava o hidromel da poesia.[1]

Em Hnitbjörg, ela promete a Odin (Bolverk) três goles de hidromel, se ele dormir com ela. Odin engana-a com a ajuda do irmão de Suttung, Baugi, e rouba o Óðrerir. Depois das noites com Odin, Gunnlod fica grávida, provavelmente de Bragi, o deus da poesia.[1]



Gymir




Gymir
Reino
Clã
Cônjuge
Filhos

Gymir, segundo a mitologia nórdica, é um gigante das montanhas, pai de Gerda (a esposa de Freyr) e de Beli.[1][2]

Gymir é também o outro nome com que é por vezes referenciado o deus do mar Aegir.[3][







Gríðr




Gríðr
Reino
Clã
Filhos

Gríðr ou Grid segundo a Mitologia nórdica, era uma gigante, mãe de um dos filhos de Odin, Vidar.[1] É feita a referência a Grid no poema de Eilífr Goðrúnarson Þórsdrápa e na segunda parte do Edda em prosa de Snorri Sturluson, Skáldskaparmál.[2][3]

Tinha o poder de fazer magia, e uma vara mágica de nome Gríðarvölr.[1]

Quando Loki planeia matar Thor,[3] às mãos do gigante Geirröd, Gríðr ajuda Thor,[1][3] prevenindo-o de que o gigante é traiçoeiro[1] e dando-lhe uns presentes mágicos que lhe salvam a vida: uma vara mágica (Gríðarvölr), umas luvas de ferro (Járngreipr)[1][3] e um cinto de força.[1]





Jotun



Os gigantes sequestrando Freya.
Ilustração por
Arthur Rackham.

Na mitologia nórdica, os Jotun (em português gigantes, em nórdico antigo Jotun ou Jötunn) são uma raça mitológica com força sobre-humana e se manifestam sempre em oposição aos deuses, embora frequentemente eles se misturassem ou até mesmo tomassem por matrimônio alguns deles, tanto os Æsir e os Vanir. Sua fortaleza é conhecida como Utgard, e ficava situada em Jotunheim, um dos nove mundos da cosmologia dos nórdicos, separados de Midgard, o mundo dos homens, por montanhas elevadas e por florestas densas. Os que viviam em outros mundos diferentes dos seus próprios, pareciam preferir cavernas e lugares escuros[1].

Em nórdico antigo, eles eram chamados jotnar (singular, o jotun), ou risi (singular e plural), em particular um bergrisi, ou þursar (singular, þurs), em particular, hrímþursar. As gigantes podem também ser conhecidas como gýgr.

Jotun provavelmente se deriva da mesma raiz que "comer" (eat em inglês), mantendo o mesmo significado original de "glutão" ou "homem-comedor." Seguindo a mesma lógica, þurs pode se derivar do atual "sede" (thirst em inglês) ou "bebedor de sangue" (blood-thirst em inglês). Risi é provavelmente uma palavra aparentada à "ascensão" (rise em inglês), o que pode significar "pessoa elevada." A palavra Jotun apareceu pela primeira vez em inglês arcaico como Yotun, e eventualmente semearam as variantes como Geottin, Eottan, e Eontann, de onde pode ser obtido o Yettin, Ettin e ent, respectivamente. Yettin é um falso cognato para Yeti.

"Thurs" (gigante) também é o nome de uma runa, que evoluiu mais tarde para a letra Þ.



Origens


O primeiro ser vivo que foi formado no caos primeval, denominado Ginungagap, era um gigante de tamanho monumental, chamado Ymir. Ao adormecer pela primeira vez, uma filha e um filho gigante cresceram de suas axilas, enquanto seus dois pés copulavam, nascendo deles um monstro com seis cabeças. Supostamente, estes três seres deram ascensão à raça dos hrímþursar (gigantes das rimas ou gigantes gelados), que povoou Niflheim, o mundo da névoa, do frio e do gelo. Ao contrário dos gigantes, os deuses reivindicam, preferivelmente, sua origem a partir de Buro. Quando o gigante Ymer foi subsequentemente assassinado por Odin, por Vili e por (netos de Buro), seu sangue (isto é, água) inundou Niflheim e matou todos os gigantes, com exceção de Bergelmer e sua esposa, que repopularam a raça de gigantes.

Características dos Gigantes



Gigantas Fenja e Menja, da lenda de Grottisöng.

Os gigantes representam as forças do caos primeval e dos indomados, a natureza destrutiva. Suas derrotas pelas mãos dos deuses representam o triunfo da cultura sobre a natureza, apesar do custo da eterna vigilância. Heimdall vigia, perpetualmente, a ponte de Bifrost, entre Asgard e Jotunheim, e Thor faz frequentemente visitas ao mundo dos gigantes, para assassinar tantos quanto ele for capaz. O Edda descreve a maioria como tendo olhares tenebrosos e intelecto fraco e os compara muitas vezes com o de uma criança.

Como um todo, a aparência dos gigantes é frequentemente descrita como hedionda - garras, dentes, pele escura e características deformadas, além de seu tamanho repugnante. Alguns deles podem ter muitas cabeças ou uma forma totalmente não-humanóide como, por exemplo, Jormungard (a serpente de Midgard) e Fenris (o Lobo), dois dos filhos de Loki, conhecidos como gigantes.

Contudo, quando os gigantes são descritos de forma mais próxima e com mais propriedade, suas características são, frequentemente, opostas. Inacreditavelmente velhos, os gigantes carregavam a sabedoria das epócas já idas. São os gigantes Mimir e Vaftrudener que Odin procura para ganhar seu conhecimento pró-cósmico. Muitas das esposas dos deuses são gigantes. Njord é casado com Skade, Gerda transforma-se na consorte de Frey, Odin ganha o amor de Gunnlod; e mesmo Thor, grande assassino de gigantes, se torna amante de Jarnsaxa, mãe de Magni e Modi. Desta forma, elas aparecem como deusas de menor porte, da mesma forma que Ægir, gigante do mar, muito mais ligado ao deuses do que a pretensa escória que ocupa Jotunheim. Nenhum destes gigantes teme a luz, e no conforto dos seus repousos, não diferem extremamente dos deuses.

Ragnarök e os Gigantes de Fogo


Um classe importante dos gigantes eram os Gigantes de Fogo, que residiam em Musphelhein, o mundo do calor e do fogo, governado pelo gigante Surt ("o escuro") e por sua rainha, Sinmore. Fornjót, a encarnação do fogo, era outro gigante desta classe. O papel principal dos Gigantes de Fogo na mitologia nórdica é conduzir a destruição final do mundo ao colocar fogo na árvore Yggdrasil, durante o final dos tempos, Ragnarok, quando os gigantes de Jotunheim e os portões de Helheim se abrirão, onde Deuses lutarão contra Deuses e muitos morrerão, com exceção de alguns deles. Um mundo novo se levantará após este evento, onde os Deuses renascerão, havendo um período de paz e Ordem.

Os gigantes no folclore Escandinavo


Em épocas antigas, os gigantes eram conhecidos na Escandinávia, como trolls. Eles não podiam ouvir o som dos sinos das Igrejas. Deste modo, viviam longe da civilização, nas montanhas ou nas florestas mais remotas. Às vezes, quando viajavam até algumas povoações humanas, seu objetivo principal, normalmente, era silenciar o clamor dos sinos jogando grandes pedregulhos nas igrejas.

Os gigantes, entretanto, eram reconhecidos como uma raça antiga e em extinção, cujos remanescentes ainda poderiam ser avistados em lugares remotos. Saxo Grammaticus atribuiu o levantamento dos dólmens aos gigantes, além de chamar de "arremessos de gigantes" as grandes pedras encontradas espalhadas pelo país (o que foi provado, mais tarde, serem remanescentes da Idade do Gelo). Este conceito sobreviveu no folclore por um longo tempo, como demonstra uma história lendária na Suécia, cujo conto explica como um gigante , há muitas eras, puxou para cima dois pedaços enormes da terra, dando forma aos lagos Vänern e Vättern, e jogou-os para fora do Mar Báltico, onde se transformaram nas ilhas Gotland e Öland, respectivamente.

Lista dos gigantes e gigantas na mitologia nórdica


1.   Aegir

2.   Baugi

3.   Bergelmer

4.   Bestla

5.   Bolthorn

6.   Farbauti

7.   Geirröd

8.   Gerda

9.   Gilling

10.                    Gjálp e Greip

11.                    Gunnlod

12.                    Gymir

13.                    Hrod

14.                    Hrungnir

15.                    Hymir

16.                    Ymir

17.                    Ivaldi

18.                    Jarnsaxa

19.                    Kári

20.                    Laufey

21.                    Loki

22.                    Narve

23.                    Olvaldi

24.                    Saxa

25.                    Skade

26.                    Surtur

27.                    Suttung

28.                    Tiazi

29.                    Trudelmer

30.                    Thrym

31.                    Utgardaloke

32.                    Vaftrudener

Hrungnir



Thor matando Hrungnir, ilustração por Ludwig Pietsch (1865).

Na mitologia nórdica, (Hrungnir, variante de Rungnir e Rǫgnir em Nórdico antigo, "Briguento"[1]), foi um Jotun (gigante), assassinado pelo deus Thor com seu martelo Mjölnir. Este relato está documentado no Skáldskaparmál, na Edda em prosa de Snorri Sturluson.

Antes de sua morte, Hrungnir se envolveu numa aposta com Odin, no qual Odin apostou sua cabeça em seu cavalo, Sleipner, sendo mais rápido do que o corcel Gullfaxi de Hrungnir. Após a corrida, no qual Sleipner foi vitorioso, Hrungnir foi convidado ao Valhala, e lá, acabou por ficar bebado e abusado. Depois de ficarem cansados daquilo, os deuses convocaram Thor para que lutasse com Hrungnir e o derrotasse.


ilustração de Hymir e Thor pescando.

Hymir é o pai de Tyr na mitologia nórdica. Gigante que vivia na fronteira do céu, onde tinha uma caldeira de hidromel, de uma milha de profundidade, que lhe foi arrebatada por Thor.




Imer é morto por Froelich.

Imer, Ymir, Ymer ou Ímer, segundo a mitologia nórdica, foi a primeira criatura viva, criada diretamente de Ginungagap pelo calor de Muspelheim e pelo gelo de Niflheim, que se derreteu e as gotas deram origem ao gigante ancestral das criaturas do universo; que dormiu e, do seu suor nasceram todos os seres, inclusive demônios e duendes, chamados de Trolls[1].



Járnsaxa




Járnsaxa
Reino
Clã
Filhos

, Járnsaxa é uma gigante. De acordo com o Skáldskaparmál, Edda em prosa de Snorri Sturluson, era amante de Thor, com quem teve um filho, Magni.[1] O seu nome significa "armada com espada de ferro".[2]

Outra das fontes antigas, Hyndluljóð, da Edda poética Jarnsaxa é mencionada como uma das nove mães de Heimdall, o guardião da ponte arco-íris Bifrost.[3]

Skadi


Na mitologia nórdica, Skadi [skah-dee] (às vezes anglicizada como Skadi, Skade ou Skathi) é uma deusa jötunn associada à caça, esqui, inverno e montanhas. Skadi é atestada na Edda Poética, compilada no século XIII de fontes tradicionais anteriores; A Prata Edda e em Heimskringla, escrito no século XIII por Snorri Sturluson, e nas obras de esquiadores.

Skadi
Skade • Skaði deusa do inverno e do esqui
Clã
Cônjuge
Pais
Filhos

Origens


Filha do jötunn Tiazi, Skadi é a deusa do inverno, caça e montanhas. A lenda diz que após a morte de seu pai, que fora assassinado graças a mais uma peripécia de Loki, Skadi decide vingar-se dos Aesir chamando-os para um combate, que logo fora recusado por não serem capazes de atacar uma jovem mulher. Decidem então, dar um de seus homens para casar-se com a jovem jötunn como forma de selar um acordo de paz. 

Sob a condição de que sua escolha deveria ser aleatória, os pretendentes tiveram seus corpos cobertos ficando apenas com seus pés de fora. Skadi escolhe então os pés que mais lhe agradam erradamente pensando ser os de Balder, na verdade eram de Njörd, o deus Vanir dos Mares. A união entre os dois não durou, pois Skadi como uma deusa das montanhas, não conseguiu adaptar-se à vida nas costas oceânicas, assim como Njörd não conseguiu se adaptar às montanhas. Com a constante mudança de lares, foram criadas as estações do ano. Do casamento de Skadi e Njörd nasceram Freya e Frey.

Outras fontes da mitologia indicam que se casou mais tarde com outro deus, o Æsir Ullr.



Surt




Surt por John Charles Dollman.

Na mitologia nórdica, Surt[1] é o gigante de fogo que guarda Musphelhein. No Ragnarok, segundo a mitologia nórdica, Surt lançará fogo nos nove mundos[2].

Surtur, Surtr ou ainda Surt (Antigo Nórdico "Negro" ou "Aquele moreno"), é o jötunn ancião, líder dos gigantes de fogo do Muspelheim. Surtur é citado na Edda poética, compilada no século XIII a partir de fontes tradicionais mais adiantadas, e na Prosa Edda, escrita no século XIII por Snorri Sturluson. Em ambas as fontes, Surtur é anunciado como sendo uma figura importante durante os eventos do Ragnarök, carregando sua espada brilhante, ele irá para a batalha contra os Æsir, tendo um confronto com o grande deus Freyr, e depois as chamas que ele traz vão engolir a Terra. É O assassino de dois irmãos de Odin, Vili e Ve, E certamente deve ser considerado tanto o maior inimigo de Odin quanto de Asgard.

Surtur não é mencionado em grande parte da mitologia pagã que foi recuperada e escrita nos Eddas. Existem algumas escolas de pensamento que discutem se Surtur foi de fato o primeiro ser, criado a partir do fogo primordial. Este fogo teria derretido a geada de gelo para revelar Audhumla, e para criar o ser primordial, Ymir. Além disso, como o tempo, o fogo de Surtur teria sido o suficiente para revelar o primeiro dos deuses, Buri, o avô de Odin, que se tornaria o chefe do Æsir. Se esta visão estiver correta, então Surtur é o começo de toda a vida e o final dela também.

Durante o ciclo do mito pagão nórdico, Surtur permanece nas fronteiras do reino de fogo Muspelheim, onde ele e todos os seus filhos vivem. Eles não têm grandes conflitos com os deuses como os gigantes de gelo, e os gigantes de fogo tentam manter-se inativos até que o tempo do Ragnarok chegue. Durante o Ragnarok (uma espécie de versão Viking do Armagedom), Surtur e seus gigantes de fogo irão se juntar aos gigantes de gelo, bem como o grande lobo Fenrir e seu irmão mais velho Jormundgand, a Serpente do Mundo, juntamente com o seu pai Loki, em uma batalha contra os Aesir e Vanir . Muitos deuses morrerão, e Surtur estará destinado a lutar contra o desarmado deus Freyr antes do fogo de Muspelheim varrer a terra e deixá-la limpa e pronta para um novo ciclo de vida.

Suttung




Suttung
Reino
Clã
Pais
Irmãos
Filhos

Suttung segundo a mitologia nórdica, era um gigante, pai de Gunnlod e avô de Bragi. Era filho de Gilling e irmão de Baugi.[1]

Os seus pais foram mortos pelos irmãos Fjalar e Galar. Para "compensar" a morte deles, os irmãos deram a Suttung o Odrörir, onde se guardava o hidromel da poesia, o qual Suttung deixou à guarda da sua filha Gunnlod na montanha Hnitbjorg.[1]

Thiazi, Þjazi ou Tiazi (anglicizado como Thiazi, Thjazi, Tjasse ou Thiassi) é um gigante. Ele foi o filho do gigante Ölvaldi, irmão dos gigantes Iði e Gangr, e pai dos gigante de gelo, pai de Skadi, a esposa de Njord. Como se conta em seu mito, Thiazi, metamorfoseado como águia, captura Loki, e exige como preço da liberdade que lhe desse Iðunn como esposa.


A recepção de casamento de Þrymr, em ilustração do Þrymskviða

Na mitologia nórdica, Þrymr (ou Thrymr, Thrym) foi um rei dos gigantes que roubou Mjölnir, o martelo de Thor, a fim de extorquir os deuses para tornar Freia sua esposa. Seu reino era chamado Jotunheim, mas de acordo com o Hversu Noregr byggdist, era a província sueca de Varmlândia.

Seu plano não funcionou devido ao conhecimento de Heimdall, a astúcia de Loki e a violência de Thor. Este, filho de Odin, posteriormente matou Þrymr, sua irmã, e todos os seus parentes gigantes que estavam presentes na recepção do casamento. O poema Þrymskviða detalha como Thor recuperou seu martelo. Bergfinnr é filho de Þrymr, o gigante de Varmlândia.

Vaftrudener



Odin e Vaftrudener por Lorenz Frølich. (1895).

O gigante Vaftrudener é um personagem da mitologia nórdica. Foi o mais sábio dos gigantes de acordo com o poema "Vafthrudnismal" (ditados de Vafthrudnir) da Edda Poética. Além de ser filho do gigante Ymir, sabe se pouco sobre o Vaftrudener já que não é mencionado em outros poemas. No poema Vaftrudener participou de um jogo de perguntas e respostas com Odin, que tinha se disfarçado como um viajante humano, autodenominando-se de Gagnrad, e procurava conhecer a sabedoria de Vaftrudener. Este aceitando o desafio de Gagnrad, só reconheceu ser o mesmo Odin ao final (do poema), quando não pode responder à última pergunta deste.



Durinn & Motsongir


Durinn (soneca) e Motsognir (irritado) foram os primeiros dois anões, que foram criados pelos deuses. Eles foram originalmente vermes que brotaram da carne decomposta do gigante Ymir. Estes dois anões foram os ancestrais de todos anões. A Völuspá (“A Profecia da Vidente”) da Edda em verso diz que eles foram criados do sangue e dos ossos de Blain (Blain é provavelmente um outro nome para Ymir). Eles são anões da terra, e a profetisa lista o nome de alguns deles. Há também um outro grupo de anões, que são conhecidos como anões das rochas.

Lofar é um dos primeiros anões que vieram depois de Durinn & Motsongir, que seus descendentes viveram em Nidavellir, na Völuspá (“A Profecia da Vidente”) da Edda Poética, é dito que os anões são o povo de Lofar, e Dvalin um dos líderes dos anões é seu descendente

Dvalin, na mitologia nórdica, é um anão que é mencionado em vários contos e kennings nórdicos. O seu nome é várias vezes mencionado tanto na Edda Poética quanto na Edda em Prosa de Snorri Sturluson, onde ele é dito como sendo o soberano dos anões, e todos os anões são seus descendentes e de suas filhas, pois na Völuspá (“A Profecia da Vidente”) da Edda Poética é dito que os anões são o povo de Lofar, e sendo Dvalin descendente deste, são portanto os anões seus descendentes.



Filhos de Ivaldi



"O terceiro presente — um enorme martelo" (1902) por Elmer Boyd Smith.

Na mitologia nórdica, os filhos de Ivaldi são Brokkr e Sindri, filhos do anão Ívaldi.[1]

Na versão poética da Edda, os filhos de Ivaldi construíram o navio Skithblathnir.[2]

Pelo texto Skáldskaparmál, os filhos de Ívaldi fizeram um cabelo mágico para Sif, para substituir o cabelo original que Loki havia cortado, o navio Skídbladnir e Gungnir, a lança de Odin. Em seguida, Loki apostou a própria cabeça com Brokkr, de que o irmão de Brokkr, Sindri, não seria capaz de fazer três outros objetos tão preciosos quanto estes. Loki perdeu a aposta quando Sindri fez Draupnir, o anel de ouro de Odin, o javali de Freyr e o martelo de Thor. Loki, apesar de perder a aposta, não perdeu a cabeça

Brokk e Eitri



Brokk e Eitri forjando o martelo Mjölnir, observados por Loki.

Na mitologia nórdica, Brokk e Eitri (ou Sindri) são dois irmãos da raça dos anões.[1]

Segundo o Skáldskaparmál, os filhos de Ivaldi criaram o cabelo de Sif, para substituir o cabelo original que Loki havia cortado, o navio de Frey, Skidbladnir, e a lança de Odin, Gungnir. Loki gabava-se que os outros anões não conseguiam criar coisas tão belas ou úteis, e Brokk apostou sua própria cabeça com Loki que seu irmão Eitri poderia criar artigos melhores do que esses.[2]

Eitri começou a trabalhar em sua forja enquanto seu irmão Brokk trabalhava no fole. Loki, na forma de uma mosca, começou a ferroar Brokk, tentando minar seus esforços de manter a fornalha quente. Eitri foi bem sucedido em construir o porco-do-mato dourado Gullinbursti para Frey e o anel dourado Draupnir para Odin, mas enquanto forjava o martelo Mjölnir, Loki conseguiu distrair Brokk por um momento, o que fez com que o punho do último fosse mais curto do que deveria ter sido, obrigando Thor a usar as luvas de ferro Járngreipr quando o empunhava.[2]

Os Aesir ficaram maravilhados com os presentes de Brokk e Eitri, que assim ganharam a aposta, mas Loki não permitiu que lhe cortassem sua cabeça, pois o ato feriria sua garganta, não incluída na aposta. No entanto, os deuses admitiram que Brokk costurasse a boca de Loki, para que não pudesse gabar-se enquanto a linha não saísse.[2]

Fjalar e Galar



Giant Suttung and the dwarfs de Louis Huard. Suttung coloca os anões em uma rocha os anões sobre uma rocha a ponto de ser submersa, ao chegar este ponto barganharam por suas vidas ao oferecer a ele o hidromel da poesia.

Fjalar e Galar são dois personagens da mitologia nórdica mencionados no Skáldskaparmál, segunda parte do livro Edda em prosa, de Snorri Sturluson. De acordo com este texto literário, Fjalar e seu irmão Galar foram os anões que mataram Kvasir e verteram seu sangue para a bebida mítica denominada hidromel da poesia, responsável por inspirar poetas em sua composições. Posteriormente, ambos assassinaram um gigante chamado Gilling, na frente de sua esposa, provocando a ira do filho do gigante, Suttung, que ameaçou de morte os irmãos. Para evitar este destino, os irmãos ofereceram-lhe o hidromel. Suttung tomou-o e escondeu o hidromel no centro de uma montanha, que guardava com sua filha, Gunnlod.

Ainda segundo este texto, eventualmente Odin decidira obter o prado. Com este objetivo, trabalhou para Baugi, um fazendeiro irmão de Suttung, por um verão inteiro e, ao final dessa estação do ano, pediu um pequeno gole do prado. Baugi perfurou a montanha, enquanto Odin, sorrateiramente, transformou-se em uma cobra, resvalando-se para dentro, onde estava Gunnlod, de guarda. No entanto, Odin a persuadiu a dar-lhe três goles do hidromel, embora posteriormente ele tenha bebido todo o hidromel, transformou-se em uma águia e escapando.

Fjalar é também mencionado no Hávamál, parte da Edda em verso, na qual há uma estrofe em que Hár (um dos nomes de Odin) aconselha o anão contra a embriaguez excessiva, mencionando uma ocasião em que ele ficou bêbado e Fjalar se aproveitou dele. Entretanto não se sabe se este Fjalar mencionado neste texto trata-se de outra personagem mítica ou é o mesmo irmão de Galar.

Alvis